Às vezes lembro-me de duvidar da abundância do universo, mas logo ele se apressa, no momento certo, a devolver-me a certeza da sua existência. Uma abundância justa, equilibrada. Nada de excessos, que a abundância de excessos leva ao desequilíbrio, à destruição da natureza e da integridade física e emocional dos seres. Uma abundância que me permite ter onde me abrigar, o que comer, cuidar do meu bem-estar físico e emocional. Se decido ajudar alguém, o universo também se encarrega de me fornecer os meios. Não fazer pelo outro o que ele pode fazer por si, mas apoiá-lo, com alimentos, abraços, tratamento, experiência de vida, o quer que seja que o ajude a ser e o ajude a ajudar outros. Estamos todos ligados. O vosso sofrimento é o nosso e a vossa alegria seguramente também. Se tivermos consciência disto, temos sempre enormes motivos para estar felizes, porque há sempre alguém feliz; e seremos mais compassivos com os outros, aliviando o sofrimento. Se todos fossemos assim, acredito que o mundo era mesmo um paraíso. Chateava? A mim acho que não. Prefiro mil vezes deambular entre estar bem e estar bem que entre solavancos imensos.
há um ano que todos os meus tempos são livres e não só os fins de semana e depois das vinte faço com eles o que bem entendo e ninguém me exige que minta, seja superior, inferior, idiota, acéfala, super-céfala há um ano que deixo escorrer pelo corpo só o que me apetece e que sorrio onde, quando, como e para quem quero que vou ver o mar quando escolho e quando não posso ir é porque assim quis há um ano que não sou confrontada com olhos raivosos de superioridade inferior há um ano que basicamente me habita amor Que possa estender-se a todos os seres esta festa imensa de ser livre