segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
sábado, 22 de dezembro de 2012
2012 foi um ano maravilhosamente bom, tal como decidi
Tenho estado a ver as pessoas fazerem levantamentos do ano que passou. Também tenho que fazer o meu e sobretudo os planos para o que aí vem, pois se não agarrar o destino pelas mãos agarra-me ele a mim. E precisamente porque pela primeira vez agarrei o ano que passou pelos colarinhos, tive talvez o melhor ano da minha vida. Isto enquanto o país mergulhava no caos e grande parte das pessoas decidiu ir com ele, como é normal, pois confundem-se com Portugal. Eu confundo-me com "o rio da minha aldeia", com as serras, as rebentações das ondas, o sol e a chuva; mas não me confundo com a industrialização sem motivo, com o betão armado, com a desigualdade social, os sem-abrigo, os ricos, os animais assassinados. Eu não dou à troika o direito de me afundar, porque não lhe dei o direito de entrar na minha vida. Nunca votei nos que governam ou governaram; nunca defendi o ódio, a concorrência, o egoísmo, a violência. Então, pela primeira vez na vida percebi que tenho que seguir um caminho longe deles fazendo o que há de bom para ser feito e não colaborando com esta sociedade. Não acredito que haja salvação para ela, mas se houver, não será seguramente jogando o seu jogo, pois as suas regras têm milhares de anos e faliram sempre. Só não sabe quem não quer saber.Mas como eu dizia, que isto a escrita ainda escorre mais que as cerejas, 2012 foi um ano bom, maravilhosamente bom para mim, tal como decidi. E 2013 vai ser melhor. Quem quiser ir ao fundo que poderei fazer para evitar? Mas eu ficarei bem à superfície, coração aberto ao sol, sorriso no corpo todo, pronta para acolher o que a vida tiver para mim e que vai ser bom, sei que vai ser!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Apaixonada
apaixonada pela vida
pelos sorrisos
pelo sol
pelos abraços labaredas de vida
pela incandescente ternura
A abundância do universo
Às vezes lembro-me de duvidar da abundância do universo, mas logo ele se apressa, no momento certo, a devolver-me a certeza da sua existência. Uma abundância justa, equilibrada. Nada de excessos, que a abundância de excessos leva ao desequilíbrio, à destruição da natureza e da integridade física e emocional dos seres. Uma abundância que me permite ter onde me abrigar, o que comer, cuidar do meu bem-estar físico e emocional. Se decido ajudar alguém, o universo também se encarrega de me fornecer os meios. Não fazer pelo outro o que ele pode fazer por si, mas apoiá-lo, com alimentos, abraços, tratamento, experiência de vida, o quer que seja que o ajude a ser e o ajude a ajudar outros.

Estamos todos ligados. O vosso sofrimento é o nosso e a vossa alegria seguramente também. Se tivermos consciência disto, temos sempre enormes motivos para estar felizes, porque há sempre alguém feliz; e seremos mais compassivos com os outros, aliviando o sofrimento. Se todos fossemos assim, acredito que o mundo era mesmo um paraíso. Chateava? A mim acho que não. Prefiro mil vezes deambular entre estar bem e estar bem que entre solavancos imensos.

Estamos todos ligados. O vosso sofrimento é o nosso e a vossa alegria seguramente também. Se tivermos consciência disto, temos sempre enormes motivos para estar felizes, porque há sempre alguém feliz; e seremos mais compassivos com os outros, aliviando o sofrimento. Se todos fossemos assim, acredito que o mundo era mesmo um paraíso. Chateava? A mim acho que não. Prefiro mil vezes deambular entre estar bem e estar bem que entre solavancos imensos.
Livre
há um ano que todos os meus tempos são livres e não só os fins de semana e depois das vinte
faço com eles o que bem entendo e ninguém me exige que minta, seja superior, inferior, idiota, acéfala, super-céfala
há um ano que deixo escorrer pelo corpo só o que me apetece e que sorrio onde, quando, como e para quem quero
que vou ver o mar quando escolho e quando não posso ir é porque assim quis
há um ano que não sou confrontada com olhos raivosos de superioridade inferior
há um ano que basicamente me habita amor
Que possa estender-se a todos os seres esta festa imensa de ser livre
faço com eles o que bem entendo e ninguém me exige que minta, seja superior, inferior, idiota, acéfala, super-céfala
há um ano que deixo escorrer pelo corpo só o que me apetece e que sorrio onde, quando, como e para quem quero
que vou ver o mar quando escolho e quando não posso ir é porque assim quis
há um ano que não sou confrontada com olhos raivosos de superioridade inferior
há um ano que basicamente me habita amor
Que possa estender-se a todos os seres esta festa imensa de ser livre
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