segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sent(r)ada

(Variações sobre o mote "sentada no meu cavalo centro-me")


I

Praia
Abro os braços e o peito em direcção ao sol
Deixo-o entrar-me
Sinto
Toda eu vibro finamente
E vivo


II

Ondas bastas e vastas borbulham e ronronam
Abro os braços, o peito, todos os sentidos, toda a atenção para o mar
Deixo-o entrar-me
Sinto
Vibro
Sou paz
Pura calma
Alegria
Felicidade
E vivo. Claramente vivo.


III

Sent(r)ada na areia
Só os pés são pele
E deleitam-se nesse toque suave
Que os penetra tão fundo
Até todo o corpo
Acendendo um sorriso interno
Sensações doces
Prazer.

Fico-me longamente assim
Vivendo.
Como sou paz!

E o sol afaga-me o rosto
Toca-me as mãos
Entra-me no peito
Junta-se à areia
E vivo.

Tenho prazer
Tenho paz
Tenho conforto
Tenho bem-estar
Tenho alegria
Tenho sorriso.
Não é isto que é normal alguém querer?

Tenho tudo! E até me tenho a mim.


IV

Grata, tão grata
À areia
Ao sol
Ao mar
E a quem me ensina a sent(r)ar-me e a não deixar que a vida me passe pelos dedos sem dar por isso.
Hoje especialmente grata a ti, Luísa.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Hoje sou

hoje sei que sou labareda
até aqui adormecida
debaixo de uma terra
que me foi jogada em cima

hoje sou a paz que não me foi permitido ser



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Para o mundo, para mim

Abraço bem aberto, doando o coração... e a respiração... e colhendo o coração, e a respiração... e explodindo sorrisos




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Louca

Talvez eu seja sol e tu fogo
Talvez eu seja rio e tu mar
A foz do próprio Tejo a desaguar
Talvez sejas tu árvore e eu terra
Tu lençóis e eu cama
Tu chão e eu lama
Talvez eu seja tu e tu eu

Loucura querer escrever o que não tem escrita
Dizer o que apenas se sente
Mostrar o que só se vê olhando com o coração

Mas adoro ser louca!


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Abro-te os braços


Abro-te os braços, ano. Enfrento-te determinada. Sorrio-te. Mostro-te como te quero conquistar. E seduzo-te, claro. Respondes-me com o sol, com as ondas, a areia do mar. Ofereces-me o teu colo, abraças-me, proteges-me e enches-me da tua infinita abundância .

Continuo a ser feliz.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Obrigada!


Agradeço imensamente a quem me ajudou a renascer Sati neste ano de 2012 e me nutriu para que Sati pudesse crescer e firmar-me.

Aos meus pais que um dia me pariram, a mim que decidi querer fazer diferente, à Teresa que me fez nascer o gosto pelas massagens e à Yara que me convenceu a fazer um workshop. À Luísa que me ensinou pela primeira vez que o toque amoroso é terapêutico e que me fez descobrir o manancial de cuidadora que existe em mim. Ao Cristiano que me tem ajudado a reinventar e a ser uma pessoa muito mais determinada. Aos meus mestres de meditação e Dhamma, Paulo, Sagara, Ajahns Summedho, Jayanto, Candasiri; Bhikkhus Appamado e Dhamiko; Tulku Pema Wangyal Rimpoché, Dalai Lama (e outros mais) por me ajudaram a ser uma pessoa muito mais calma, amorosa, consciente de mim e dos outros. Aos monges Ajahn Vajiro, Bhikkhus Subbadho e Kancano por terem materializado esse sonho imenso da Maria (à Maria) de trazer um Mosteiro Budista para Portugal. Às pessoas maravilhosas que durante este ano me mostraram que tenho valor: as Margaridas, as Sandras, a Paula, os Jorges, o Miguel. Aos meus clientes que provaram que sou capaz de ajudar as pessoas a terem alegria e bem-estar e que é possível trabalhar fazendo só bem. Sempre ao meu filho, o maior parideiro de mim e que me mostra, quando quero ver, como sou uma imensa escultora.

Foram muitas as pessoas que durante este ano me ajudaram a construir esta Sati que quero ser. Muitas nem lembro o nome (algumas nem nunca o soube) mas lembro o rosto, outras estarei a esquecer; mas convido-as a dizerem: eu também, eu também te reguei, cuidei, colhi, desbastei… o que for.

Outras não as referi porque não caberão tanto neste ano de renascimento, mas que estiveram antes… Espero bem um dia destes também as poder homenagear.

Agradeço imenso ao mundo que me deu esta oportunidade de me refazer. Que eu possa aproveitar todas as oportunidades que o mundo me oferece e que as possa partilhar sempre com todos. Que os frutos bons daquilo que faço se possam derramar sem fronteiras. 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A minha receita de sonhos


Além da farinha, do açúcar, da laranja e da abóbora, juntei o desejo de muita paz em todos os corações, só alegria, só compaixão, só bondade. Imaginei como seria se todas as pessoas agissem só movidas por bondade e compaixão. E foi isso que coloquei nos sonhos, que ofereço a todos sem excepção.