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Ode aos amigos

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Onde é que vocês, meus amigos queridos, andaram escondidos tanto tempo? Vocês que são amor, acolhimento, qualificação. Eu que basicamente conhecia o desamor, a rejeição e a desqualificação.
Gente, há esperança! Há por aí um mundo inteiro cheio de pessoas maravilhosas. Oh eu tão rodeada delas! Gente de coração aberto. Gente que ama a vida. Gente que quer ser, e é, feliz, o que só passa por amar os outros e tudo.
Obrigada mundo! Obrigada a vocês todos, gente tão maravilhosa que eu tenho assim quase que inesgotavelmente. 
Obrigada eu! Se tenho é porque mereço.
Yuuuuupiiiiiiii

Sent(r)ada contigo

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(Variações sobre o mote "sentada no meu cavalo centro-me")

Sinto a respiração preencher-me o corpo
A calma espalha-se
Sou inteira, elevada, imensa.

Olho-te deitada, esperando-me
Pouso a mão na tua barriga 
e deixo-me partir contigo.
A mão esquerda levanta-se e procura-te o coração
A viagem teve início:
a tua cura
a minha cura.

As minhas mãos vão-te percorrendo o corpo, dando-to a conhecer e dando-me a conhecer a mim.
A tua barriga e a minha mão unem-se, sentem-se, têm prazer, partem.
Só fisicamente estamos ali.

E se pressiono as tuas costas, os teus ombros, as tuas pernas,
É a minha alma toda que o faz
que se entra entrando-te

Quanto mais fundo vou em mim mais fundo vou em ti
Quanto mais fundo vou em ti mais fundo vou em mim
Quanto mais fundo vou em ti mais fundo vais em ti

E vivemos
Plenitude

Sent(r)ada

(Variações sobre o mote "sentada no meu cavalo centro-me")


I
Praia Abro os braços e o peito em direcção ao sol Deixo-o entrar-me Sinto Toda eu vibro finamente E vivo

II
Ondas bastas e vastas borbulham e ronronam Abro os braços, o peito, todos os sentidos, toda a atenção para o mar Deixo-o entrar-me Sinto Vibro Sou paz Pura calma Alegria Felicidade E vivo. Claramente vivo.

III
Sent(r)ada na areia Só os pés são pele E deleitam-se nesse toque suave Que os penetra tão fundo Até todo o corpo Acendendo um sorriso interno Sensações doces Prazer.
Fico-me longamente assim Vivendo. Como sou paz!
E o sol afaga-me o rosto Toca-me as mãos Entra-me no peito Junta-se à areia E vivo.
Tenho prazer Tenho paz Tenho conforto Tenho bem-estar Tenho alegria Tenho sorriso. Não é isto que é normal alguém querer?
Tenho tudo! E até me tenho a mim.

IV
Grata, tão grata À areia Ao sol Ao mar E a quem me ensina a sent(r)ar-me e a não deixar que a vida me passe pelos dedos sem dar por isso. Hoje especialmente grata a ti, Luísa.

Hoje sou

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hoje sei que sou labareda
até aqui adormecida debaixo de uma terra que me foi jogada em cima
hoje sou a paz que não me foi permitido ser


Para o mundo, para mim

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Abraço bem aberto, doando o coração... e a respiração... e colhendo o coração, e a respiração... e explodindo sorrisos




Louca

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Talvez eu seja sol e tu fogo
Talvez eu seja rio e tu mar A foz do próprio Tejo a desaguar Talvez sejas tu árvore e eu terra Tu lençóis e eu cama Tu chão e eu lama Talvez eu seja tu e tu eu
Loucura querer escrever o que não tem escrita Dizer o que apenas se sente Mostrar o que só se vê olhando com o coração
Mas adoro ser louca!

Abro-te os braços

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Abro-te os braços, ano. Enfrento-te determinada. Sorrio-te. Mostro-te como te quero conquistar. E seduzo-te, claro. Respondes-me com o sol, com as ondas, a areia do mar. Ofereces-me o teu colo, abraças-me, proteges-me e enches-me da tua infinita abundância .
Continuo a ser feliz.