quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ode aos amigos



Onde é que vocês, meus amigos queridos, andaram escondidos tanto tempo? Vocês que são amor, acolhimento, qualificação. Eu que basicamente conhecia o desamor, a rejeição e a desqualificação.

Gente, há esperança! Há por aí um mundo inteiro cheio de pessoas maravilhosas. Oh eu tão rodeada delas! Gente de coração aberto. Gente que ama a vida. Gente que quer ser, e é, feliz, o que só passa por amar os outros e tudo.

Obrigada mundo! Obrigada a vocês todos, gente tão maravilhosa que eu tenho assim quase que inesgotavelmente. 

Obrigada eu! Se tenho é porque mereço.

Yuuuuupiiiiiiii


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sent(r)ada contigo

(Variações sobre o mote "sentada no meu cavalo centro-me")

Sinto a respiração preencher-me o corpo
A calma espalha-se
Sou inteira, elevada, imensa.

Olho-te deitada, esperando-me
Pouso a mão na tua barriga 
e deixo-me partir contigo.
A mão esquerda levanta-se e procura-te o coração
A viagem teve início:
a tua cura
a minha cura.

As minhas mãos vão-te percorrendo o corpo, dando-to a conhecer e dando-me a conhecer a mim.
A tua barriga e a minha mão unem-se, sentem-se, têm prazer, partem.
Só fisicamente estamos ali.

E se pressiono as tuas costas, os teus ombros, as tuas pernas,
É a minha alma toda que o faz
que se entra entrando-te

Quanto mais fundo vou em mim mais fundo vou em ti
Quanto mais fundo vou em ti mais fundo vou em mim
Quanto mais fundo vou em ti mais fundo vais em ti

E vivemos
Plenitude

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sent(r)ada

(Variações sobre o mote "sentada no meu cavalo centro-me")


I

Praia
Abro os braços e o peito em direcção ao sol
Deixo-o entrar-me
Sinto
Toda eu vibro finamente
E vivo


II

Ondas bastas e vastas borbulham e ronronam
Abro os braços, o peito, todos os sentidos, toda a atenção para o mar
Deixo-o entrar-me
Sinto
Vibro
Sou paz
Pura calma
Alegria
Felicidade
E vivo. Claramente vivo.


III

Sent(r)ada na areia
Só os pés são pele
E deleitam-se nesse toque suave
Que os penetra tão fundo
Até todo o corpo
Acendendo um sorriso interno
Sensações doces
Prazer.

Fico-me longamente assim
Vivendo.
Como sou paz!

E o sol afaga-me o rosto
Toca-me as mãos
Entra-me no peito
Junta-se à areia
E vivo.

Tenho prazer
Tenho paz
Tenho conforto
Tenho bem-estar
Tenho alegria
Tenho sorriso.
Não é isto que é normal alguém querer?

Tenho tudo! E até me tenho a mim.


IV

Grata, tão grata
À areia
Ao sol
Ao mar
E a quem me ensina a sent(r)ar-me e a não deixar que a vida me passe pelos dedos sem dar por isso.
Hoje especialmente grata a ti, Luísa.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Hoje sou

hoje sei que sou labareda
até aqui adormecida
debaixo de uma terra
que me foi jogada em cima

hoje sou a paz que não me foi permitido ser



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Para o mundo, para mim

Abraço bem aberto, doando o coração... e a respiração... e colhendo o coração, e a respiração... e explodindo sorrisos




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Louca

Talvez eu seja sol e tu fogo
Talvez eu seja rio e tu mar
A foz do próprio Tejo a desaguar
Talvez sejas tu árvore e eu terra
Tu lençóis e eu cama
Tu chão e eu lama
Talvez eu seja tu e tu eu

Loucura querer escrever o que não tem escrita
Dizer o que apenas se sente
Mostrar o que só se vê olhando com o coração

Mas adoro ser louca!


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Abro-te os braços


Abro-te os braços, ano. Enfrento-te determinada. Sorrio-te. Mostro-te como te quero conquistar. E seduzo-te, claro. Respondes-me com o sol, com as ondas, a areia do mar. Ofereces-me o teu colo, abraças-me, proteges-me e enches-me da tua infinita abundância .

Continuo a ser feliz.