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Love

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love, love, love. e o dia nasce resplandecente de sorrisos. amor que está cá dentro do peito. não é preciso haver um objecto, um outro ser de quatro membros, animado. amor pelo universo todo. e por isso o sol é tão imenso, tão inteiro, iluminando absolutamente tudo.

Eu curo a minha bomba

pessoas emocionalmente doentes e inconscientes disso são bombas relógio em actividade. eu estou a curar a minha bomba, que felizmente tenho consciência dela (e que está cada vez mais pequena, mais ténue). 
só a cura de todas poderá salvar-nos e ao mundo. e que difícil é ver bombas em tão grande sofrimento e a provocar tanta dor, ver tanto perigo que emanam e não poder desactivá-las. têm que o querer

O tempo passa-me

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A pele começa a tombar-me no pescoço Rugas nascem todos os dias Os cabelos acinzentam-se um pouco a cada instante
O tempo passa-me e a vida já não é eterna
Mas continuo a ser a menina que ama, que brinca, explora, que quer aprender, que quer ensinar, que gosta de se partilhar. E hoje mais que nunca posso ser essa menina.
Hoje já não me batem porque rebolo no chão ou porque brinco com os rapazes. E se me criticam por ser quem sou, posso ir-me embora.
Hoje, conscientemente, o tempo passa-me, mas mesmo com as peles que caem, as rugas que não param de germinar e o cabelo que se aneva, vivo cada vez mais e faço coisas que sempre sonhei ou que nem ousei sonhar e que nunca imaginei 

Estar cá pode ser tão bom!

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Hoje o corpo é gasoso De um borbulhar tão doce. Enorma-se o sorriso A alegria. Justifica-se (como se justifica!) esta passagem por aqui.
Emano, sei que emano E é tão bom!
Contam-nos tantas histórias de mentira! Se vos disserem que a vida é chuva, rejeitem, Pois se for chuva, será chuva dourada: Busquem-na!
Se vos disserem que são feios, não acreditem! Feias são as palavras que se dizem sem coração.
Se vos disserem que não sabem, quando agem o que diz o peito, Não acreditem! Só o peito diz a verdade. Quem diz isso ainda não sabe que a verdade é permitida.
Viva, viva e viva a verdade!
Viva este borbulhar tão doce que sou eu cá dentro.
Já te sentiste? Já ousaste sentir o que diz o corpo? O coração, a barriga, o baixo-ventre, o sexo, as pernas, os pés, o rosto, os lábios, o interior da boca, o pescoço? Vá, ousa! Ousa sentir-te. Ousa descobrir-te. Ousa sentir a verdade que há em ti. Tão bela! Tão doce! Tão colo. Tão júbilo. Juro! Ousa e descobrirás.
Hoje o corpo é gasoso De um borbulhar tão doce. E como eu amo esse…

Ode aos amigos

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Onde é que vocês, meus amigos queridos, andaram escondidos tanto tempo? Vocês que são amor, acolhimento, qualificação. Eu que basicamente conhecia o desamor, a rejeição e a desqualificação.
Gente, há esperança! Há por aí um mundo inteiro cheio de pessoas maravilhosas. Oh eu tão rodeada delas! Gente de coração aberto. Gente que ama a vida. Gente que quer ser, e é, feliz, o que só passa por amar os outros e tudo.
Obrigada mundo! Obrigada a vocês todos, gente tão maravilhosa que eu tenho assim quase que inesgotavelmente. 
Obrigada eu! Se tenho é porque mereço.
Yuuuuupiiiiiiii

Sent(r)ada contigo

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(Variações sobre o mote "sentada no meu cavalo centro-me")

Sinto a respiração preencher-me o corpo
A calma espalha-se
Sou inteira, elevada, imensa.

Olho-te deitada, esperando-me
Pouso a mão na tua barriga 
e deixo-me partir contigo.
A mão esquerda levanta-se e procura-te o coração
A viagem teve início:
a tua cura
a minha cura.

As minhas mãos vão-te percorrendo o corpo, dando-to a conhecer e dando-me a conhecer a mim.
A tua barriga e a minha mão unem-se, sentem-se, têm prazer, partem.
Só fisicamente estamos ali.

E se pressiono as tuas costas, os teus ombros, as tuas pernas,
É a minha alma toda que o faz
que se entra entrando-te

Quanto mais fundo vou em mim mais fundo vou em ti
Quanto mais fundo vou em ti mais fundo vou em mim
Quanto mais fundo vou em ti mais fundo vais em ti

E vivemos
Plenitude

Sent(r)ada

(Variações sobre o mote "sentada no meu cavalo centro-me")


I
Praia Abro os braços e o peito em direcção ao sol Deixo-o entrar-me Sinto Toda eu vibro finamente E vivo

II
Ondas bastas e vastas borbulham e ronronam Abro os braços, o peito, todos os sentidos, toda a atenção para o mar Deixo-o entrar-me Sinto Vibro Sou paz Pura calma Alegria Felicidade E vivo. Claramente vivo.

III
Sent(r)ada na areia Só os pés são pele E deleitam-se nesse toque suave Que os penetra tão fundo Até todo o corpo Acendendo um sorriso interno Sensações doces Prazer.
Fico-me longamente assim Vivendo. Como sou paz!
E o sol afaga-me o rosto Toca-me as mãos Entra-me no peito Junta-se à areia E vivo.
Tenho prazer Tenho paz Tenho conforto Tenho bem-estar Tenho alegria Tenho sorriso. Não é isto que é normal alguém querer?
Tenho tudo! E até me tenho a mim.

IV
Grata, tão grata À areia Ao sol Ao mar E a quem me ensina a sent(r)ar-me e a não deixar que a vida me passe pelos dedos sem dar por isso. Hoje especialmente grata a ti, Luísa.