segunda-feira, 20 de maio de 2013

Porque ontem fui fecundada


Hoje é dia de criar que ontem fui fecundada

Ontem libertaram-me a garganta e eu ri, chorei, gemi, gritei
Fui para a rua rindo anedotas que inventava
Eu que nunca gostei de anedotas!
Eu que era triste porque era inteligente, “eis tudo”, parafraseando o imenso poeta

Mas, porque reinventaram a Deusa, eu, mulher, pude ser fecundada

E hoje é dia de criar rios de risos, rios de palavras loucas, lindas, grotescas; mares de viva a descoberta da vida
Hoje é dia de ser sem fronteiras

E daqui liberto raios de ternura, só e só para que toda a vida seja também ela resgatada

tão bom saber por onde quero ir e ir (para onde vou não me parece que tenha grande importância)

terça-feira, 14 de maio de 2013

hoje escolho ser feliz

hoje sou um sorriso, uma brisa feliz, um rio calmo, o meu mar

hoje escolho ser eu

a maravilhosa eu
a deliciosa eu
a eu que sabe por onde se vai e vai

espalhando néctar


hoje honro ser pessoa, ser ser, ser mulher


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Hoje escolho ser livre



Hoje, dia da liberdade, escolho ser livre. Escolho pensar pela minha cabeça, deixar fluir o que me vai no peito, não me castrar. Escolho abrir os braços, viver a vida plenamente e espalhar sorrisos e labaredas de alegria.


Hoje, dia da liberdade, é isto que quero espalhar pelo mundo. Ser livre é ser eu. É lutar com todas as forças do meu peito para ser eu. E, sim, estarei onde me quiserem para ajudar os outros a serem livres. Não contra isto ou aquilo – nunca contra o quer que seja, que o contra ainda atrai mais contrariedades – mas sempre a favor. A favor do ser. Dessa coisa boa que há em nós – em geral tão castrada, tão aprisionada – a felicidade, a alegria, o júbilo, a generosidade, o prazer. Não castrem o prazer! Quem foi o louco que disse que era pecado ter prazer? Só pode ter sido o próprio demónio. Ao castrar o prazer despoleta-se a dor, despoleta-se o contrário do que é puro em nós: toda a tristeza, raiva, angústia, ódio, ciúme, inveja, guerra, guerra, guerra.

Hoje, dia da liberdade, escolho ser livre. Escolho pensar pela minha cabeça, deixar fluir o que me vai no peito, não me castrar. Escolho abrir os braços, viver a vida plenamente e espalhar sorrisos e labaredas de alegria.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Não valorizando a proibição de ser, ir por aí… sendo!


Ah obrigada universo por finalmente me mostrares que tenho a permissão de ser quem sou,
o que sou,
como sou

Exuberante e afável
Sensata e louca
Mãe e amante
Alegre e triste

De ir por aí abrindo os braços e abraçando o mundo
E outras vezes ir de colo em colo, lacrimejando

Obrigada por teres feito de mim mulher, inteira.
Doce, gentil, forte, perseverante, guerreira

Sol e lua
Chão e lava
Rio e sopro
Cântico e silêncio

Obrigada por não me teres deixado desistir de ser,
Mesmo maltratada

E hoje, a proibição de ser eu, nem a vejo.
E ando por aí, vitoriosa, feliz, amada, amante… sendo!

sábado, 30 de março de 2013

Love


love, love, love.
e o dia nasce resplandecente de sorrisos.
amor que está cá dentro do peito.
não é preciso haver um objecto,
um outro ser de quatro membros, animado.
amor pelo universo todo.
e por isso o sol é tão imenso,
tão inteiro,
iluminando absolutamente tudo.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Eu curo a minha bomba

pessoas emocionalmente doentes e inconscientes disso são bombas relógio em actividade. eu estou a curar a minha bomba, que felizmente tenho consciência dela (e que está cada vez mais pequena, mais ténue). 
só a cura de todas poderá salvar-nos e ao mundo. 
e que difícil é ver bombas em tão grande sofrimento e a provocar tanta dor, ver tanto perigo que emanam e não poder desactivá-las. têm que o querer