Pensar que ainda há pouco mais de um ano e meio eu era escrava de uma sociedade que escraviza toda a gente, incluindo os que mandam nos escravos e os colegas dos escravos, que também o são. Que ainda há um ano e meio eu estava no meio de uma guerra onde todos são vítimas e todos são opressores. Onde impera a concorrência, o ódio, a inveja, a deslealdade... ou seja, onde reina o sofrimento.
Que coisa tão maravilhosa poder ter passado para este outro lado, o lado da paz, da alegria, da amizade, do amor, da lealdade, da cooperação. Com as pessoas que trabalham na mesma área que eu, colaboramos, aprendemos uns com os outros, tratamo-nos, recomendamo-nos mutuamente.
Hoje, uma pessoa linda, que me encheu de adjetivos bons durante e após a massagem que recebeu, dizia-me: “Não ensine isto a ninguém.” Era um empresário. “Pois vou começar já em Outubro”, respondi-lhe eu. E assim é.
Na última empresa onde trabalhei as pessoas escondiam o que sabiam. Para quê? Foram todas despedidas. A mim, sacar…