quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Não prives os outros de ti
Oferece-lhes o teu sorriso, delicioso
Esse olhar suave e terno
O teu sentido de humor sem fim
As gargalhadas
Os abraços aconchegantes
O peito.
Não prives os outros – nem a ti – da tua grandiosidade.
Podes deixar em casa a raiva, o medo, as birras, os
queixumes, o mau-humor, o desamor,
Mas traz sempre contigo essa imensa grandiosidade.
Sim, tu és enorme, imenso, incrível.
Olha à tua volta.
Abre o peito.
Recebe o que vês só com o coração.
Vês alguém belo?
És tu.
Doce?
És tu.
Inteligente?
És tu.
Bem-disposto? Acolhedor? Atraente? Sexy? Divertido?
Sim, és tu!
Apetece-te abraçar alguém? Cortejar? Fazer amor? Ir ao
cinema? Ao teatro? Passear á beira-não-interessa o quê?
É contigo que queres fazer tudo isso.
E sabes porquê?
Porque és imenso.
No coração, na barriga, nos braços, nas pernas, no rosto,
no sorriso és imenso.
Se não acreditas experimenta dia após dia treinar calar o
chat habitual.
Experimenta passear na natureza
Fazer retiros de silêncio
Visitar crianças abandonadas
Voar com os pássaros.
Experimenta dançar sem álcool, nem fumos, nem conversas
forçadas.
Só dançar.
Experimenta ir tirando as cortinas que te vedam os olhos
exteriores e sobretudo os interiores.
E verás.
Ver-te-ás.
Não, não prives os outros de ti. Nem a ti.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Xarope para tudo
O meu amado está doente vou preparar-lhe um xarope para
tudo.
Abro as mãos, os braços vão atrás, aqueço o coração e peço
que lhe envie sem parar amor enroscador, quente, tão saboroso.
Abro as mãos, os braços vão atrás, aconchega-se a barriga
para receber a barriga do meu amado.
Páro sentindo os nossos ventres quentes, salivantes, enleando-se
como se enleia o sangue nas veias.
Peço ao peito que receba o seu, mas são os mamilos que
primeiro o fazem; depois cada mama, inteira, finalmente o peito e atrás dele
todo o coração.
Os rostos tocam-se, tal como as coxas. As pernas entrelaçam-se.
O sexo cresce-me, humedecido. O dele cresce orvalhando gotas que dizem ao meu:
Vem, quero-te.
Vai durar toda a noite o vibrar deste xarope. Toda a
noite vai durar o tratamento.
Hão-de ouvir-se gritos, murmúrios, gargalhadas, choros,
silêncios.
Será o tratamento de tudo.
Amanhã ele acordará recuperado e se voltarmos a fechar as
janelas é porque necessitámos de repetir a dose. Não para nos tratarmos de novo,
mas porque queremos tratar-nos sempre.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
De sorriso ao peito
Estou de sorriso ao peito.
Porquê?
Não sei.
Será porque estou viva?
Porque tenho pessoas que me amam?
Porque a cada segundo, minuto, hora, sei lá, alguém me
oferece qualquer coisa?
Um sorriso, palavras amorosas, um ensinamento, uma flor,
um diamante?!
Estou de sorriso ao peito.
E muito mais importante que saber os motivos é notar que
estou,
é notar-me,
porque notar-me significa viver,
aproveitar este preciso, precioso e irrepetível momento.
Grata por cada instante em que sou capaz de estar
presente, de viver.
Grata pelos sorrisos ao peito.
Grata pelas dádivas intermináveis que recebo a cada
instante.
Grata por ser capaz de sair do que já não me serve.
Grata por ser capaz de ser.
domingo, 25 de janeiro de 2015
A caminho das estrelas
Da incrível loucura que não dispenso,
Das vísceras,
Do coração que morde os pés e as pernas,
Me instiga para a frente,
Me mostra o fogo que me empurra, me não deixa desistir,
Me rodopia em chamas,
Me uiva,
Ri.
É do grito de vitória que te escrevo e digo
“PARTI. EU PARTI.”
Não fico mais contigo,
Não consigo,
És muito pequena.
Não caibo no teu espaço,
Nessa casca de ovo,
Rua da Betesga.
Eu, imenso Rossio unido ao Terreiro do Paço, sou Cacilhas
ainda, Cristo Rei.
Como poderia caber nessa rua?
Parto. Eu parto.
Aceno-te.
Peço-te que não fiques triste, não desistas, não penses
que morreste.
Só enlouqueceste perdida, paupérrima.
Mas a cura existe.
A cura existe sempre.
Parto.
Continuo em direcção às mães estrelas, eu que sou tão
terra, tão água, tão sol, tão ar.
Volto para me unir de novo a esse pó que reside no céu.
Volto novamente, imensamente, infinitamente, eu.
sábado, 24 de janeiro de 2015
O corpo é divino
Estou feliz.Abraço e beijo a divindade que há em ti e encho-te de espasmos com e sem corpo.
É nas estrelas que nos encontramos, porque somos corpo delas.
É nas estrelas que vivemos, hoje, que já nada nos impede, nem nós.
Se ainda duvidas, sugiro que apenas te sintas e a mim, sem pensamentos, só corpo e as direcções onde ele leva.
O corpo é divino. Vivamo-lo plenamente. Vivamos o todo. Vivamos totalmente em nós.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Abramos os braços
E o sol voltou de braços abertos. Porque amo retribuir abraços, desses sinceros, generosos, quentes, que dão, dão e dão, abro-lhe os meus e fundo-me no seu corpo e na sua alma. Já não sei se é ele, se sou eu, se é tudo e todos, sinto uma imensa e transbordante felicidade. Apetece-me saltitar e saltito, apetece-me cantar e canto, dançar e danço.
Assumo totalmente, sem qualquer vergonha, sem qualquer limitação, aquilo que o coração me manda fazer e que é tão bom. Não, não tenho vergonha de estar feliz. De hoje em diante estar feliz só me trará um imenso orgulho e gestos de partilha, que tudo é muito maior quando expandido.
Abre também os teus braços, o coração, deixa o sorriso espreitar, deixa o sol envolver-te todo o corpo, entrar pelo coração, barriga, pélvis, pernas, deixa-o envolver-te o peito, os braços, o rosto e sente, sente, sente e faz o que o corpo e coração te mandarem. Tu tens direito a ser feliz e mereces. Sê o próprio sol.
Assumo totalmente, sem qualquer vergonha, sem qualquer limitação, aquilo que o coração me manda fazer e que é tão bom. Não, não tenho vergonha de estar feliz. De hoje em diante estar feliz só me trará um imenso orgulho e gestos de partilha, que tudo é muito maior quando expandido.
Abre também os teus braços, o coração, deixa o sorriso espreitar, deixa o sol envolver-te todo o corpo, entrar pelo coração, barriga, pélvis, pernas, deixa-o envolver-te o peito, os braços, o rosto e sente, sente, sente e faz o que o corpo e coração te mandarem. Tu tens direito a ser feliz e mereces. Sê o próprio sol.

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