segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Obrigada!


Agradeço imensamente a quem me ajudou a renascer Sati neste ano de 2012 e me nutriu para que Sati pudesse crescer e firmar-me.

Aos meus pais que um dia me pariram, a mim que decidi querer fazer diferente, à Teresa que me fez nascer o gosto pelas massagens e à Yara que me convenceu a fazer um workshop. À Luísa que me ensinou pela primeira vez que o toque amoroso é terapêutico e que me fez descobrir o manancial de cuidadora que existe em mim. Ao Cristiano que me tem ajudado a reinventar e a ser uma pessoa muito mais determinada. Aos meus mestres de meditação e Dhamma, Paulo, Sagara, Ajahns Summedho, Jayanto, Candasiri; Bhikkhus Appamado e Dhamiko; Tulku Pema Wangyal Rimpoché, Dalai Lama (e outros mais) por me ajudaram a ser uma pessoa muito mais calma, amorosa, consciente de mim e dos outros. Aos monges Ajahn Vajiro, Bhikkhus Subbadho e Kancano por terem materializado esse sonho imenso da Maria (à Maria) de trazer um Mosteiro Budista para Portugal. Às pessoas maravilhosas que durante este ano me mostraram que tenho valor: as Margaridas, as Sandras, a Paula, os Jorges, o Miguel. Aos meus clientes que provaram que sou capaz de ajudar as pessoas a terem alegria e bem-estar e que é possível trabalhar fazendo só bem. Sempre ao meu filho, o maior parideiro de mim e que me mostra, quando quero ver, como sou uma imensa escultora.

Foram muitas as pessoas que durante este ano me ajudaram a construir esta Sati que quero ser. Muitas nem lembro o nome (algumas nem nunca o soube) mas lembro o rosto, outras estarei a esquecer; mas convido-as a dizerem: eu também, eu também te reguei, cuidei, colhi, desbastei… o que for.

Outras não as referi porque não caberão tanto neste ano de renascimento, mas que estiveram antes… Espero bem um dia destes também as poder homenagear.

Agradeço imenso ao mundo que me deu esta oportunidade de me refazer. Que eu possa aproveitar todas as oportunidades que o mundo me oferece e que as possa partilhar sempre com todos. Que os frutos bons daquilo que faço se possam derramar sem fronteiras. 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A minha receita de sonhos


Além da farinha, do açúcar, da laranja e da abóbora, juntei o desejo de muita paz em todos os corações, só alegria, só compaixão, só bondade. Imaginei como seria se todas as pessoas agissem só movidas por bondade e compaixão. E foi isso que coloquei nos sonhos, que ofereço a todos sem excepção. 



sábado, 22 de dezembro de 2012

2012 foi um ano maravilhosamente bom, tal como decidi

Tenho estado a ver as pessoas fazerem levantamentos do ano que passou. Também tenho que fazer o meu e sobretudo os planos para o que aí vem, pois se não agarrar o destino pelas mãos agarra-me ele a mim. E precisamente porque pela primeira vez agarrei o ano que passou pelos colarinhos, tive talvez o melhor ano da minha vida. Isto enquanto o país mergulhava no caos e grande parte das pessoas decidiu ir com ele, como é normal, pois confundem-se com Portugal. Eu confundo-me com "o rio da minha aldeia", com as serras, as rebentações das ondas, o sol e a chuva; mas não me confundo com a industrialização sem motivo, com o betão armado, com a desigualdade social, os sem-abrigo, os ricos, os animais assassinados. Eu não dou à troika o direito de me afundar, porque não lhe dei o direito de entrar na minha vida. Nunca votei nos que governam ou governaram; nunca defendi o ódio, a concorrência, o egoísmo, a violência. Então, pela primeira vez na vida percebi que tenho que seguir um caminho longe deles fazendo o que há de bom para ser feito e não colaborando com esta sociedade. Não acredito que haja salvação para ela, mas se houver, não será seguramente jogando o seu jogo, pois as suas regras têm milhares de anos e faliram sempre. Só não sabe quem não quer saber.
Mas como eu dizia, que isto a escrita ainda escorre mais que as cerejas, 2012 foi um ano bom, maravilhosamente bom para mim, tal como decidi. E 2013 vai ser melhor. Quem quiser ir ao fundo que poderei fazer para evitar? Mas eu ficarei bem à superfície, coração aberto ao sol, sorriso no corpo todo, pronta para acolher o que a vida tiver para mim e que vai ser bom, sei que vai ser!



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Apaixonada

apaixonada pela vida
pelos sorrisos
pelo sol
pelos abraços labaredas de vida
pela incandescente ternura
pela infinitude da nossa grandiosidade quando ousamos ser juntos




A abundância do universo

Às vezes lembro-me de duvidar da abundância do universo, mas logo ele se apressa, no momento certo, a devolver-me a certeza da sua existência. Uma abundância justa, equilibrada. Nada de excessos, que a abundância de excessos leva ao desequilíbrio, à destruição da natureza e da integridade física e emocional dos seres. Uma abundância que me permite ter onde me abrigar, o que comer, cuidar do meu bem-estar físico e emocional. Se decido ajudar alguém, o universo também se encarrega de me fornecer os meios. Não fazer pelo outro o que ele pode fazer por si, mas apoiá-lo, com alimentos, abraços, tratamento, experiência de vida, o quer que seja que o ajude a ser e o ajude a ajudar outros.


Estamos todos ligados. O vosso sofrimento é o nosso e a vossa alegria seguramente também. Se tivermos consciência disto, temos sempre enormes motivos para estar felizes, porque há sempre alguém feliz; e seremos mais compassivos com os outros, aliviando o sofrimento. Se todos fossemos assim, acredito que o mundo era mesmo um paraíso. Chateava? A mim acho que não. Prefiro mil vezes deambular entre estar bem e estar bem que entre solavancos imensos.

Livre

há um ano que todos os meus tempos são livres e não só os fins de semana e depois das vinte
faço com eles o que bem entendo e ninguém me exige que minta, seja superior, inferior, idiota, acéfala, super-céfala
há um ano que deixo escorrer pelo corpo só o que me apetece e que sorrio onde, quando, como e para quem quero
que vou ver o mar quando escolho e quando não posso ir é porque assim quis
há um ano que não sou confrontada com olhos raivosos de superioridade inferior
há um ano que basicamente me habita amor

Que possa estender-se a todos os seres esta festa imensa de ser livre