terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um abraço

Talvez o melhor presente que eu possa receber seja um abraço. Um abraço que me acolha e me nutra. Me acarinhe e me diga que sou importante, que sou bela, que sou infinitamente merecedora. Que sou boa.

Um abraço que se queira abraçado por mim. Que também ele queira ser reconhecido importante, belo, infinitamente merecedor, bom.

Grata, muito, muito grata por todos os muitos abraços assim que recebi ao longo deste ano. Continuem a dar-mos, nunca enjoarei tal presente.

Bons todos os dias

Desejo a toda a gente, a todos os seres e ao planeta bons todos os dias.

Que todos os dias possam ser repletos de bom coração, de respeito, de autenticidade, de sorrisos, de alegria. Que nenhum ser se coloque em vantagem sobre nenhum outro. Que jamais algum animal, humano ou não, passe fome, fique sem abrigo, sem direito à saúde, à liberdade e ao amor.

Que possamos todos morrer exclusivamente de velhos ou de doença. Que ninguém se sinta superior ou inferior; que felicidade alguma advenha de vitória sobre outros.

Que cooperemos em vez de concorrermos; que nos entreajudemos em vez de nos matarmos; que o umbigo de cada um seja o umbigo universal.

Que o próprio universo tome a forma de um coração, ou de um sorriso, ou até de uma gargalhada, de um gemido de prazer, de um abraço.

Desejo a todos os seres e ao planeta exactamente o mesmo que a mim: que sejamos felizes todos os dias.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Não faço festas à verdade

Não faço festas à verdade,
Vivo-a total, inteira, completa.
Não vivo nada pelo meio.
Comigo o copo está sempre cheio
Ou já não tem nada.

As portas só se abrem
E abrem muito, escancaradas.
Danço nua pelas ruas,
Dou enormes gargalhadas,
Beijo os pássaros, abraço as árvores.

Faço amor com tudo o que existe,
A começar por mim.
E não me peçam para não ser assim,
Que de nada serve,
Pois eu não faço festas à verdade,
Não finjo, não mascaro, não pretendo, não pinto, não borro, não me aprisiono, não me morro.

Eu sou e ressoo e canto e berro a minha maravilhosa humanidade.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Feeling good

Depois de largos anos a sentir-me normalmente mal não deixa de ser curioso agora sentir-me normalmente bem. Nos últimos dias então tenho acordado com sensações de bem-estar e prazer no corpo todo e na alma.

Hoje perguntei-me: Porque é que me sinto assim bem? E acho que a resposta é: Porque faço por isso.

Para saber que tenho prazer no corpo é preciso notá-lo. Coisa que aprendi a fazer com a Meditação e a Yoga, mas a Biodança, os trabalhos de Sexualidade Sagrada e as Massagens têm-me ampliado a consciência do corpo e também a sua capacidade de sentir. (De referir, para quem ainda não deu conta disso, que normalmente as pessoas só sentem o corpo quando têm dor ou quando trocam fluidos com outra. No entanto, o corpo está à disposição do seu habitante 24 horas por dia, pronto para lhe devolver em dobro de bem-estar a atenção dispensada).

Para ter paz, necessito de praticar o bom-coração, o que aprendi com a ética budista, o Reiki e a biodanza (entre outros).

Porque permito não me intoxicar com as drogas modernas: a má-língua, a televisão, a política, a troika, a crise, as desgraças.

Porque dou valor e sou grata pelo que tenho (ao imenso que tenho), e obviamente não estou a falar de dinheiro nem de outros bens materiais, embora a partir do momento em que passei a dar valor ao que tenho, e a não me queixar do que acho que me falta, nunca mais me tenham faltado euros na carteira.

Hoje sinto-me bem não porque sou uma ave rara ou porque nasci com a parte de trás virada para a lua, mas porque faço por isso. Não sou uma vítima das circunstâncias, sou uma obreira do meu próprio mundo.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

É pela abundância que caminho

O anunciado aumento da crise trouxe-me mais tempo para o meu escritório à beira-mar. Tenho muita pena dos corpos que não toco, por mim que adoro tocar, e por eles que se privam de amor e cuidado tão essenciais, mas com a imensa paz de quem sabe que também isto vai passar, tento aproveitar o maravilhoso que continua à minha disposição, como este mar noturno, esta lua recém-nascida, a simpatia bondosa do meu amigo do restaurante, escrever. E desejo poder ter sempre essa visão e essa paz de não ir atrás de tempestades anunciadas, pois o anúncio de tempestade já é uma tempestade para quem acredita nele. Não, eu não colaboro com maus presságios, maus corações, más intenções, egoísmos, fobias e todos os afins que conseguirem imaginar. Contem comigo para a abundância, para a festa, para o amor, a paz, a saúde, a beleza o silêncio meditativo e respeitador. Contem comigo para criar. Para destruir, desculpem se quiserem, mas estou fechada. E de sorriso nos lábios e feliz como quase sempre desde que decidi ser outsider nesta sociedade, continuo a olhar o mar e a recém-lua e a dar mais um pouco de conforto ao meu amigo.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ode à verdade

Sou uma apaixonada
Amo com uma capacidade que parece ilimitada
Amo os rios, as pedras, os pássaros
A lua, o sol, as árvores, a terra
Amo os sorrisos das pessoas
Choro com o coração as suas lágrimas
Com o peito apaixono-me por cada parte do corpo
Com a pele amo até às entranhas a pele que se me oferece...


Deixo-me possuir pela terra, pela água, pelo sol e pelo vento
Extasiada deixo o meu corpo sentir toda a verdade
Deixo-o ser menina e mulher. Mulher-mãe, mulher-amante, mulher-amiga

A capacidade de dar e receber amor dos meus lábios é infinita
Amo a pele dos homens e das mulheres: amigos, irmãos, amantes, desconhecidos
O pelo dos animais
Amo e sou amada pela água, pela comida, pela brisa
Extasio-me, apaixono-me, dou-me e recebo sem fim
Cada vez com menos rodeios
Cada vez mais verdadeira, mais assumida, mais mulher, mais essência

Sou uma apaixonada e amo imensamente essa verdade de mim

Que todas as mulheres e homens se possam resgatar
Que possam tirar as máscaras, as couraças
Que possam despir a interdição de sentir
Que possam despojar-se do trabalho, dos cigarros, do álcool, dos telemóveis, jornais, filmes, política, futebol e sentir a vida que têm nas entranhas
Sentir cada milímetro de corpo, o bater do coração, a respiração sentada no seu trono sagrado, esse templo mágico e divino que é o corpo
Corpo vivo, que respira e, se lhe prestarmos atenção, corpo que sente, rejubila, extasia-se, ama, engrandece, enobrece-se e enobrece, retoma o seu poder, a sua maravilhosa essência divina
Sou uma apaixonada e grata ao universo por me permitir ser capaz de ser o que sou
Que todos possam ser.

domingo, 27 de outubro de 2013

Em busca da verdade

Hoje, só por hoje, vou praticar ser em vez de fazer
Vou praticar sentir em vez de ressentir
Vou praticar resgatar-me em vez de esculpir-me




Sou mar

As águas de Carcavelos hoje tiveram-me sereia e eu tive-as como sou. 

Amo sentir os seios beijados pela água, sentir o ventre afagado e as entranhas saboreadas por estas torrentes de pureza líquida e sal.

Amo deixar-me embalar, pés na areia, rosto ao sol e ao ar, pelo colo tão acolhedor e suave das ondas do meu mar.

Sou da água. Nunca poderia viver onde não habitem rios, nascentes, ondas. Foi dela que nasci e é ela que me cuida e cura.

Mais que a terra, a minha mãe é a água. Mais que árvore sou peixe, sereia, gaivota.

Sou do mar.

Sou infinitamente mar.


domingo, 29 de setembro de 2013

Amo estar aqui

Que sítio maravilhoso este onde habito. As ondas calmas do verão tornam-se vagas de espuma, transbordantes, exuberantes, belíssimas, neste início de outono. E se no verão ofereço o meu corpo, quase nu, ao sol, à brisa, à água e às rochas, agora deixo que as cores que me rodeiam me vão perpassando o corpo e inundando-o de bem-estar doce e feliz.
Para os olhos é sempre uma festa. É normal humedecerem-se de emoção por tanta beleza, pelo imenso privilégio que reconheço ter.
Sou grata. Há quem tenha tudo isto e muito mais e não o valorize e, portanto, acabe por não ter. Já eu, hoje, tenho totalmente. Tenho este mar faça sol ou chuva. Tenho este mar, esta areia, esta brisa brilhe o  sol ou goteje. Tenho sempre este mar e esta areia haja o que houver, povoe o que povoar o meu coração.
Com o mar partilho as alegrias, as tristezas, os amores e os desamores. Nunca permitiu que ficasse sozinha. Nunca fico, porque lhe abro sempre o peito.

sábado, 10 de agosto de 2013

Só vejo uma maneira de ser feliz

Só vejo uma maneira de ser feliz – para quem não o é já. Apagar tudo o que aprendeu e  aprender de forma diferente. Apagar a proibição da livre manifestação da expressão genética, do eu natural, e tornar-se livre. Aceitar plenamente as emoções, os sentimentos, os instintos e viver de acordo com eles, sabendo apenas que não deve prejudicar nada nem ninguém. Estou com raiva? Pois bem, estou com raiva! É natural, faz parte do ser humano ter raiva. Deixa-me ficar a olhar para ela e esperar que se dissolva, ou deixa-me dar dois berros bem altos onde não há ninguém, ou dar uns murros numa pedra, ou cavar as ervas daninha… Sinto prazer? Pois bem, deixa-me sentir prazer, como é bom! Etc. É tudo mesmo fácil, a gente que tem existido ao longo dos milénios, cada eu incluído, é que tende a complicar. Solte-se o prazer e não haverá lugar para a dor. Permita-se o amor e não será possível a guerra. Permita-se que cada um seja. Gordo, magro, bonito, feio, falador, introvertido. Pois que seja! Que seja incondicionalmente! E que maravilhosa paleta poderá manifestar-se livremente no mundo.


Só vejo uma maneira de ser feliz: libertando o ser, sempre na presença do coração.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Imensamente grata


Pensar que ainda há pouco mais de um ano e meio eu era escrava de uma sociedade que escraviza toda a gente, incluindo os que mandam nos escravos e os colegas dos escravos, que também o são. Que ainda há um ano e meio eu estava no meio de uma guerra onde todos são vítimas e todos são opressores. Onde impera a concorrência, o ódio, a inveja, a deslealdade... ou seja, onde reina o sofrimento.

Que coisa tão maravilhosa poder ter passado para este outro lado, o lado da paz, da alegria, da amizade, do amor, da lealdade, da cooperação. Com as pessoas que trabalham na mesma área que eu, colaboramos, aprendemos uns com os outros, tratamo-nos, recomendamo-nos mutuamente.

Hoje, uma pessoa linda, que me encheu de adjetivos bons durante e após a massagem que recebeu, dizia-me: “Não ensine isto a ninguém.”  Era um empresário. “Pois vou começar já em Outubro”, respondi-lhe eu. E assim é.

Na última empresa onde trabalhei as pessoas escondiam o que sabiam. Para quê? Foram todas despedidas.   A mim, sacaram-me a informação que tinha e despediram-me. AHHHHHHHHHHHHHH Milhões de vezes grata!!!!!!!!!!!!! Espero que um dia passem pelas mãos de alguém a quem possam dizer o que hoje eu ouvi: “Você não imagina o que esta massagem fez por mim. Foi a coisa mais importante que me aconteceu. Você mudou a minha vida.”

Eu também sei o que é ter pessoas que me mudaram a vida. Ter seres que me mostraram o caminho para ser feliz, inteira, realizada. Tão grata. Sem pessoas sou nada, com pessoas sou assim infinita.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Nutrição

Fui ali ao mar nutrir-me de água, sol, brisa e rochas... e a felicidade desceu sobre mim. Amo a vida. (E sou muito grata a cada pessoa que me ensina a nutrir-me e a nutrir; a usufruir plenamente de ser eu, de ter este corpo, este templo maravilhoso de pessoa-mulher. Muito grata a todos os que me reparem, me reamamentam, me recrescem... me amam.)

domingo, 2 de junho de 2013

Plena de amor

Hoje sou amor, sou um claro sorriso feliz. Estou fundida no universo, possuída de vento, de rochas, de água e de aconchegante calor. Não falta nada, tudo está bem, união perfeita. Há gentes, mas não fazem barulho nem fumam. Parece que o dia acordou com o exclusivo propósito de me fazer feliz e a tudo... A quase tudo, que um pescador acabou de tirar a vida a um peixe e certamente também a uma minhoca.
Não há dia sem noite, sol sem sombra... e se calhar também não há paz sem guerra. Mesmo assim, mesmo com esse peixe cadáver, vou aproveitar cada gotinha maravilhosa que o dia faz nascer para mim.

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Ontem passei Reiki a três mulheres. Mais três seres ligados à fonte inesgotável de energia vital do universo. Mais três seres com pozinhos de perlimpimpim para serem felizes. Talvez por isso o dia me esteja a sorrir assim.
Muito, muito grata.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Porque ontem fui fecundada


Hoje é dia de criar que ontem fui fecundada

Ontem libertaram-me a garganta e eu ri, chorei, gemi, gritei
Fui para a rua rindo anedotas que inventava
Eu que nunca gostei de anedotas!
Eu que era triste porque era inteligente, “eis tudo”, parafraseando o imenso poeta

Mas, porque reinventaram a Deusa, eu, mulher, pude ser fecundada

E hoje é dia de criar rios de risos, rios de palavras loucas, lindas, grotescas; mares de viva a descoberta da vida
Hoje é dia de ser sem fronteiras

E daqui liberto raios de ternura, só e só para que toda a vida seja também ela resgatada

tão bom saber por onde quero ir e ir (para onde vou não me parece que tenha grande importância)

terça-feira, 14 de maio de 2013

hoje escolho ser feliz

hoje sou um sorriso, uma brisa feliz, um rio calmo, o meu mar

hoje escolho ser eu

a maravilhosa eu
a deliciosa eu
a eu que sabe por onde se vai e vai

espalhando néctar


hoje honro ser pessoa, ser ser, ser mulher


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Hoje escolho ser livre



Hoje, dia da liberdade, escolho ser livre. Escolho pensar pela minha cabeça, deixar fluir o que me vai no peito, não me castrar. Escolho abrir os braços, viver a vida plenamente e espalhar sorrisos e labaredas de alegria.


Hoje, dia da liberdade, é isto que quero espalhar pelo mundo. Ser livre é ser eu. É lutar com todas as forças do meu peito para ser eu. E, sim, estarei onde me quiserem para ajudar os outros a serem livres. Não contra isto ou aquilo – nunca contra o quer que seja, que o contra ainda atrai mais contrariedades – mas sempre a favor. A favor do ser. Dessa coisa boa que há em nós – em geral tão castrada, tão aprisionada – a felicidade, a alegria, o júbilo, a generosidade, o prazer. Não castrem o prazer! Quem foi o louco que disse que era pecado ter prazer? Só pode ter sido o próprio demónio. Ao castrar o prazer despoleta-se a dor, despoleta-se o contrário do que é puro em nós: toda a tristeza, raiva, angústia, ódio, ciúme, inveja, guerra, guerra, guerra.

Hoje, dia da liberdade, escolho ser livre. Escolho pensar pela minha cabeça, deixar fluir o que me vai no peito, não me castrar. Escolho abrir os braços, viver a vida plenamente e espalhar sorrisos e labaredas de alegria.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Não valorizando a proibição de ser, ir por aí… sendo!


Ah obrigada universo por finalmente me mostrares que tenho a permissão de ser quem sou,
o que sou,
como sou

Exuberante e afável
Sensata e louca
Mãe e amante
Alegre e triste

De ir por aí abrindo os braços e abraçando o mundo
E outras vezes ir de colo em colo, lacrimejando

Obrigada por teres feito de mim mulher, inteira.
Doce, gentil, forte, perseverante, guerreira

Sol e lua
Chão e lava
Rio e sopro
Cântico e silêncio

Obrigada por não me teres deixado desistir de ser,
Mesmo maltratada

E hoje, a proibição de ser eu, nem a vejo.
E ando por aí, vitoriosa, feliz, amada, amante… sendo!

sábado, 30 de março de 2013

Love


love, love, love.
e o dia nasce resplandecente de sorrisos.
amor que está cá dentro do peito.
não é preciso haver um objecto,
um outro ser de quatro membros, animado.
amor pelo universo todo.
e por isso o sol é tão imenso,
tão inteiro,
iluminando absolutamente tudo.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Eu curo a minha bomba

pessoas emocionalmente doentes e inconscientes disso são bombas relógio em actividade. eu estou a curar a minha bomba, que felizmente tenho consciência dela (e que está cada vez mais pequena, mais ténue). 
só a cura de todas poderá salvar-nos e ao mundo. 
e que difícil é ver bombas em tão grande sofrimento e a provocar tanta dor, ver tanto perigo que emanam e não poder desactivá-las. têm que o querer 

terça-feira, 12 de março de 2013

O tempo passa-me


A pele começa a tombar-me no pescoço
Rugas nascem todos os dias
Os cabelos acinzentam-se um pouco a cada instante

O tempo passa-me e a vida já não é eterna

Mas continuo a ser a menina que ama, que brinca, explora, que quer aprender, que quer ensinar, que gosta de se partilhar. E hoje mais que nunca posso ser essa menina.

Hoje já não me batem porque rebolo no chão ou porque brinco com os rapazes. E se me criticam por ser quem sou, posso ir-me embora.

Hoje, conscientemente, o tempo passa-me, mas mesmo com as peles que caem, as rugas que não param de germinar e o cabelo que se aneva, vivo cada vez mais e faço coisas que sempre sonhei ou que nem ousei sonhar e que nunca imaginei 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Estar cá pode ser tão bom!


Hoje o corpo é gasoso
De um borbulhar tão doce.
Enorma-se o sorriso
A alegria.
Justifica-se (como se justifica!) esta passagem por aqui.

Emano, sei que emano
E é tão bom!

Contam-nos tantas histórias de mentira!
Se vos disserem que a vida é chuva, rejeitem,
Pois se for chuva, será chuva dourada:
Busquem-na!

Se vos disserem que são feios, não acreditem!
Feias são as palavras que se dizem sem coração.

Se vos disserem que não sabem, quando agem o que diz o peito,
Não acreditem!
Só o peito diz a verdade.
Quem diz isso ainda não sabe que a verdade é permitida.

Viva, viva e viva a verdade!

Viva este borbulhar tão doce que sou eu cá dentro.

Já te sentiste?
Já ousaste sentir o que diz o corpo?
O coração, a barriga, o baixo-ventre, o sexo, as pernas, os pés, o rosto, os lábios, o interior da boca, o pescoço?
Vá, ousa!
Ousa sentir-te. Ousa descobrir-te. Ousa sentir a verdade que há em ti.
Tão bela! Tão doce! Tão colo. Tão júbilo.
Juro!
Ousa e descobrirás.

Hoje o corpo é gasoso
De um borbulhar tão doce.
E como eu amo esse estar-tão-bem.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ode aos amigos



Onde é que vocês, meus amigos queridos, andaram escondidos tanto tempo? Vocês que são amor, acolhimento, qualificação. Eu que basicamente conhecia o desamor, a rejeição e a desqualificação.

Gente, há esperança! Há por aí um mundo inteiro cheio de pessoas maravilhosas. Oh eu tão rodeada delas! Gente de coração aberto. Gente que ama a vida. Gente que quer ser, e é, feliz, o que só passa por amar os outros e tudo.

Obrigada mundo! Obrigada a vocês todos, gente tão maravilhosa que eu tenho assim quase que inesgotavelmente. 

Obrigada eu! Se tenho é porque mereço.

Yuuuuupiiiiiiii


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sent(r)ada contigo

(Variações sobre o mote "sentada no meu cavalo centro-me")

Sinto a respiração preencher-me o corpo
A calma espalha-se
Sou inteira, elevada, imensa.

Olho-te deitada, esperando-me
Pouso a mão na tua barriga 
e deixo-me partir contigo.
A mão esquerda levanta-se e procura-te o coração
A viagem teve início:
a tua cura
a minha cura.

As minhas mãos vão-te percorrendo o corpo, dando-to a conhecer e dando-me a conhecer a mim.
A tua barriga e a minha mão unem-se, sentem-se, têm prazer, partem.
Só fisicamente estamos ali.

E se pressiono as tuas costas, os teus ombros, as tuas pernas,
É a minha alma toda que o faz
que se entra entrando-te

Quanto mais fundo vou em mim mais fundo vou em ti
Quanto mais fundo vou em ti mais fundo vou em mim
Quanto mais fundo vou em ti mais fundo vais em ti

E vivemos
Plenitude

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sent(r)ada

(Variações sobre o mote "sentada no meu cavalo centro-me")


I

Praia
Abro os braços e o peito em direcção ao sol
Deixo-o entrar-me
Sinto
Toda eu vibro finamente
E vivo


II

Ondas bastas e vastas borbulham e ronronam
Abro os braços, o peito, todos os sentidos, toda a atenção para o mar
Deixo-o entrar-me
Sinto
Vibro
Sou paz
Pura calma
Alegria
Felicidade
E vivo. Claramente vivo.


III

Sent(r)ada na areia
Só os pés são pele
E deleitam-se nesse toque suave
Que os penetra tão fundo
Até todo o corpo
Acendendo um sorriso interno
Sensações doces
Prazer.

Fico-me longamente assim
Vivendo.
Como sou paz!

E o sol afaga-me o rosto
Toca-me as mãos
Entra-me no peito
Junta-se à areia
E vivo.

Tenho prazer
Tenho paz
Tenho conforto
Tenho bem-estar
Tenho alegria
Tenho sorriso.
Não é isto que é normal alguém querer?

Tenho tudo! E até me tenho a mim.


IV

Grata, tão grata
À areia
Ao sol
Ao mar
E a quem me ensina a sent(r)ar-me e a não deixar que a vida me passe pelos dedos sem dar por isso.
Hoje especialmente grata a ti, Luísa.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Hoje sou

hoje sei que sou labareda
até aqui adormecida
debaixo de uma terra
que me foi jogada em cima

hoje sou a paz que não me foi permitido ser



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Para o mundo, para mim

Abraço bem aberto, doando o coração... e a respiração... e colhendo o coração, e a respiração... e explodindo sorrisos




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Louca

Talvez eu seja sol e tu fogo
Talvez eu seja rio e tu mar
A foz do próprio Tejo a desaguar
Talvez sejas tu árvore e eu terra
Tu lençóis e eu cama
Tu chão e eu lama
Talvez eu seja tu e tu eu

Loucura querer escrever o que não tem escrita
Dizer o que apenas se sente
Mostrar o que só se vê olhando com o coração

Mas adoro ser louca!


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Abro-te os braços


Abro-te os braços, ano. Enfrento-te determinada. Sorrio-te. Mostro-te como te quero conquistar. E seduzo-te, claro. Respondes-me com o sol, com as ondas, a areia do mar. Ofereces-me o teu colo, abraças-me, proteges-me e enches-me da tua infinita abundância .

Continuo a ser feliz.