segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Prazer

Èxtase da beata Ludovica, Bernini
Em que estado está o meu coração quando tenho prazer?
Em sorriso profundo! Ele e todo o corpo.
Não preciso de nada nem de ninguém. Basta-me eu própria conectada comigo, atenção nas células e aí está ele, umas vezes subtil, outras de risos imensos.
Uma brisa, gotas de água, o toque de uma pena, o escorrer de dedos amorosos, o encontro de um corpo na mesma sintonia podem obviamente ampliá-lo e ampliam-no, mas só o ampliam porque eu tenho capacidade de o sentir, estou aberta a ele e aberta às várias nuances que pode apresentar.
E se o prazer me dá um sorriso no corpo todo, às vezes sonoras gargalhadas, poderá tal prazer ser mau? Será legítimo, inteligente, de bom-senso proibir ou de alguma forma castrar este prazer?
Grata sou a todos os que ajudam ao resgate do prazer. Resgate de termos prazer pelo simples facto de estarmos vivos, de nos permitirmos ser o que biologicamente somos, por nos permitirmos cumprir a matriz divina com que fomos criados em vez de negarmos a obra do Criador, seja o Criador o que for, por termos "tesão de viver".
Grata sou, e muito, também, por poder ajudar a resgatar o prazer (a quem se aproxima de mim e o solicita de alguma forma), e por ajudar a resgatar toda a inteireza humana, a quem quer ser verdade.
Definitivamente amo ser feliz e estar em prazer.

(Reflexão no final do Workshop de Biodanza de Vasco Fretes "A Magia do Prazer")

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